Arranha garganta sua ao desejo
Na ansiosa sede do gritar crescente
Pois em seus olhos negros vejo
Um doido e doce corpo inocente
Arranha minhas costas, coxas e alma
Por toda a sua casa latejando
Me sugando em você com calma
Ávido e indecente me desejando
Percorrendo o espaço, o tempo e a madrugada
Perturbado sem sono a me buscar
Com a alma em êxtase e drogada
Buscando assim até a lua ofuscar
O macio travesseiro inclinado sobre a cama
Me é de apoio quando enlouqueço
No frenesi dos corpos você me ama
Até nos revirarmos todo do avesso
onde a santidade e alento
No juntar dos corpos o talento
na essência um anjo de candura
Gemes,rosnas e gritas com bravura
Assim calo seus lábios bendito
Num beijo quase que infinito
sobre os gestos num sacramento
nos juramos amor no firmamento
E retesado em seu corpo celeste
desnudo o tudo que te veste
Retirando dos seus olhos o véu
Levando-te lentamente para o céu.
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