quinta-feira, 31 de março de 2011

Ao revés da vida

Arranha garganta sua ao desejo
Na ansiosa sede do gritar crescente
Pois em seus olhos negros vejo
Um doido e doce corpo inocente

Arranha minhas costas, coxas e alma
Por toda a sua casa latejando
Me sugando em você com calma
Ávido e indecente me desejando

Percorrendo o espaço, o tempo e a madrugada
Perturbado sem sono a me buscar
Com a alma em êxtase e drogada
Buscando assim até a lua ofuscar

O macio travesseiro inclinado sobre a cama
Me é de apoio quando enlouqueço
No frenesi dos corpos você me ama
Até nos revirarmos todo do avesso

onde a santidade e alento
No juntar dos corpos o talento
na essência um anjo de candura
Gemes,rosnas e gritas com bravura

Assim calo seus lábios bendito
Num beijo quase que infinito
sobre os gestos num sacramento
nos juramos amor no firmamento

E retesado em seu corpo celeste
desnudo o tudo que te veste
Retirando dos seus olhos o véu
Levando-te lentamente para o céu.

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